curso5 – Formação Intermunicipal
Formação CIM Cávado
Terça-feira, 07 de Julho de 2020
CURSO 5
curso5 2018-04-30T16:13:12+00:00

MECANISMOS DE PROTEÇÃO DE PATRIMÓNIO AZULEJAR | NÍVEL 5

Justificação
A recente promulgação da Lei 79/2017 de 18 de Agosto que interdita a remoção definitiva de azulejos de fachadas, salvo em casos devidamente justificados por parecer técnico emanado do respectivo município, veio consignar na legislação a importância do Património Azulejar Português como um todo, independentemente da época de produção dos azulejos. Porém, veio também colocar novos desafios aos técnicos das autarquias e de outros organismos do Estado que, de modo directo ou indirecto, lidam com as questões do Património Edificado. É que, se em relação à Azulejaria Portuguesa em geral, o conhecimento disponível, apesar de abundante, é ainda, por vezes, superficial e pouco centrado no Azulejo como Património e como recurso turístico, em relação à Azulejaria de Fachada a situação é bem mais complexa, visto que falta conhecimento publicado que possa servir de base para a emissão de pareceres fundamentos sobre o valor patrimonial e mesmo sobre opções de conservação e de restauro. Acresce ainda o facto de serem praticamente inexistentes os inventários de Património Azulejar ao nível municipal e os pouquíssimos que existem serem quase todos lacunares e sem uso de vocabulário controlado, comprometendo a sua efectiva utilidade. Por último, a mencionada Lei 79/2017 de 18 de Agosto tem gerado várias dúvidas relativamente à sua implementação, as quais urge esclarecer, sobretudo junto dos técnicos superiores de municípios onde são numerosos os edifícios com revestimentos de azulejos. Por conseguinte, esta formação assume-se como uma ferramenta simultaneamente útil e premente.

Objetivos:
No final do curso, os formandos deverão ser capazes de:

  • Identificar aplicações azulejares em termos de época, de autoria ou centro produtor, e de significado histórico-artístico;
  • Avaliar o valor patrimonial de aplicações azulejares, com base em critérios objetivos;
  • Ter consciência crítica sobre intervenções de conservação e restauro em azulejos;
  • Estruturar projetos de inventário do Património Azulejar.

Conteúdo Programático
1. Compreender o essencial da evolução da arte da azulejaria portuguesa
1.1 Da Baixa Idade Média ao período Manuelino. O azulejo Hispano-árabe. O Renascimento. A transição para o século XVII – enxaquetados e padrões ditos “de tapete”. A transição para o século XVIII, a Grande Produção Joanina e o chamado “ciclo dos mestres”. O período Rococó. A azulejaria Pombalina e Neoclássica.
1.2 Romantismo e decoração de fachadas – da azulejaria de revestimento aos artefactos cerâmicos para beirais e platibandas. A azulejaria em interiores do período romântico.
Evolução da azulejaria de fachada: padrões, influências, fábricas, artistas, centros produtores.
Azulejaria romântica em contexto religioso e em contexto publicitário. Os padrões tardo-românticos e a influência da Arte Nova. Enquadramento da azulejaria do início do século XX no movimento da chamada “casa portuguesa”, os padrões revivalistas e os pintores de matriz historicista. Azulejaria do Estado Novo e Modernista.
2. Compreender o essencial sobre inventariação, salvaguarda, monitorização, conservação, restauro e valorização do Património Azulejar.
2.1 Avaliação de valor patrimonial. Vocabulário controlado. Critérios para a realização de inventários. Princípios fundamentais da conservação e restauro de azulejos. Análise de casos práticos.

Duração
O curso terá uma duração total de 14 horas, decorrendo em horário laboral, com 2 sessões de 7 horas/dia.

Por favor responda a estas duas questões antes de confirmar a sua inscrição.